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Domingo, Julho 31, 2005 Me joguem em qualquer lugar... ...só não me joguem no México. Tá certo que lá temos lugares muito bonitos, Chaves e é muito mais fácil entrar ilegalmente na terra do Tio Sam pulando uma cerca e desviando das balas dos guardas do que fingir ser náufrago cubano numa balsa. Mas eu não gostaria de ter minha dieta baseada em doritos sem gosto com vinagrete, carne-louca, feijão (saltitantes ou não) e pimenta pá caráio. Não gosto nem de me imaginar na aterrorizante situação de almoçar isso todo dia acompanhado de um copo de tequila (tá bom, a tequila até aceito). Cruzes! Ruy Kobashigawa - 19:13 - |
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Sábado, Julho 16, 2005 Futebol Algumas considerações minhas sobre o futebol, tão querido por nós brasileiros. Pensei muito pouco sobre ser um jogador de futebol. Hoje vejo que fiz muito bem. Não que eu jogue mal, na verdade, jogo bem pra caralho. Mas ser obrigado a jogar na chuva, no frio, durante terromotos. Correndo o risco de ter que ir para clubes de países que nem consigo localizar num mapa. E ter minha mãe como alvo de impropérios se eu não jogar bem. Ter fama, o cu cheio de dinheiro, várias moças atrás de mim, não... Não quero essa vida. O que afinal é um volante? ("BuÃ-hÃ-HÃ-Hã, como você não sabe isso e tirou carta de motorista??? hãHãhÃ!!!" Se for pra responder isso, vai à merda, vai!) Durante a última transmissão da Globo (segundo jogo da final da Copa Libertadores da América), senti que o comentarista Falcão estava sendo meio que boicotado porque, quando ele falava, a voz saía meio abafada. Por que isso? Só porque ele não tem uma voz característica que seja digna de imitações de humoristas? Ora essa! Ainda sobre as transmissões da Globo: o Galvão Bueno fala muita bosta. E mais: o Cléber Machado também. Quanto ao ex-jogador, atualmente comentarista, Neto (ou Netto, ou não): deixava a desejar no futebol, e desejo que deixe de comentar. Já me chamaram algumas vezes pra assistir jogos no estádio. Não fui nenhuma e também não tenho planos para uma visita. Não muito pela violência, "mas apesar de a violência tá foda" (típico comentário inútil e totalmente descartável). Também não é pelo fato de eu não torcer pra time algum, se eu fosse, iria pela alegria, pela festa, pela invasão de campo e pelo lanche de calabresa da porta do estádio. Acho que eu não iria porque, assistindo de casa, posso desligar a tevê e ir dormir se o jogo estiver uma bosta. Sou amante do futebol bem jogado, sabe? Ruy Kobashigawa - 02:10 - |
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Quarta-feira, Julho 13, 2005 Dia mundial do rock Eu não assisti ao Live8, nenhum dos shows. Na verdade, fiquei sabendo o que era um dia antes. Achei uma iniciativa muito legal da parte dos organizadores e do pessoal que apoiou. Pena que bombas explodindo em ônibus e metrôs mereçam muito mais atenção (notem que eu escrevi muito mais) que pessoas morrendo por causa da fome e de uma vida miserável. Mas isso não tem a ver com o que eu queria falar inicialmente. O rock, ah, o rock! Que um dia foi de Led Zeppelin, Beatles e agora é dos Detonautas, CPM22... Não que eu seja fã pra caralho dos primeiros. Mas é certo que houve uma queda bastante considerável de qualidade musical. Ou então começou a nascer muita gente com muito mau gosto mesmo. Britney Spears cantando "I love rock 'n' roll", uma versão techno de "Rock and roll all night"... o tal do rock deixou há muito de designar um estilo musical e passou a designar qualquer um. Eu, na verdade, não sei bem o que significa a palavra "rock". Talvez devesse saber por estar escrevendo sobre isso. Talvez. Ou então devesse mudar o título pra "Dia mundial do pop-rock". Ruy Kobashigawa - 00:48 - |
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Sexta-feira, Julho 08, 2005 Sem sono, sem idéias Lembro de um desenho do Alladin no qual um certo vilão roubava a sombra do herói em questão. Uma idéia bem babaca a princípio, o que alguém faria com a sombra de outra pessoa? Mas no maravilhoso mundo de Disney, em Ágraba (tem um "h" aí no meio) mais especificamente, quando alguém tinha sua alma roubada, também tinha sua jovialidade extraviada. E por conta disso, o pobre do Alladin ficava velho muito rápido, e então seus amigos tinham que ajudá-lo, recuperando sua valiosa sombra. Para não frustrar as pequenas e ingênuas crianças que assistiam à série animada, a trupe de Alladin consegue realizar sua missão com picardia. E o querido ladrão benfeitor de Ágraba reestabelece sua antiga forma para proteger a terra do sultão de uma nova invasão de Jafar. *Depois dessa belíssima narrativa que serviu de escada (ou encheção de lingüiça, como queiram) para exposição da idéia contida no título, posso concluir meu pensamento e desligar o computador sem peso na consciência de ter deixado o blogue sem postagens por mais um dia. O meu caso é igual ao do Alladin, mas o que me foi roubado foi o sono e as idéias se foram com ele. Tenho de procurar o sr. João Pestana para me devolver o meu sono e (quem sabe...) minhas idéias. **Tudo isso, também, para ludibriá-los, deixando-lhes a impressão de que não escrevo no blogue por causa da insônia, embora seja a preguiça a principal razão. E ainda adio o meu retorno em pelo menos uma semana. Que bom é saber utilizar-me das palavras de modo tão astuto. Ruy Kobashigawa - 02:54 - |
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Terça-feira, Junho 28, 2005 Homenagem Estou pra fazer esta postagem faz bastante tempo, mas sempre esqueço. Agora que lembrei, vamos lá. Quase todos os dias, passo pela avenida Juscelino Kubitschek e, saindo do túnel que vem lá do Morumbi (não sei o nome desse belíssimo projeto de engenharia de tráfego subterrâneo), vejo a mais singela homenagem póstuma que os nossos vereadores (será que foram eles?) poderiam dar a um saudoso artista: Marcelo Fromer. Está lá, a Passarela Marcelo Fromer, passando por cima da avenida, possibilitando os pedestres atravessarem com segurança, por lugar próprio para isso. Marcelo Fromer ficaria muito orgulhoso (e vivo) de passar por essa passarela. Ruy Kobashigawa - 23:33 - |
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Domingo, Junho 26, 2005 ©opyright Acho esse negócio todo de direito autoral, direito intelectual, patentes e tal uma grande baboseira. Creio que exista um fim muito mais nobre para os tais Copyrights do que ganhar dinheiro em cima da própria inteligência, da inventividade e do esforço criativo: conter os desvios da legalidade e infrações da lei. Imagine você se o pioneiro em alguma categoria de crime recebesse royalties de todos que o sucedessem nesse mesmo tipo de crime? É claro que seria uma porcentagem exorbitante dos dividendos obtidos ilicitamente, algo em torno de 250%. E em casos de crimes que envolvam danos físicos e morais, a forçada prestação de serviços em tempo integral (não confunda com escravidão, pois isso é crime) ao detentor dos direitos seria uma saída. Essa obrigação será transmitida hereditariamente (ou para o parente vivo mais próximo) em caso de morte do meliante. Que beleza, só falta o sistema de fiscalização. Pensei num esquema parecido com O Grande Irmão. Tudo pela manutenção da prosperidade da sociedade. Pronto pra ser aplicado. LINDO! Mas esse sistema é furado! Alguém pode burlar o pagamento dos royalties? E quem tomar os direitos de outrem para si? Não se preocupe com isso. Eu já os registrei em meu nome. Ruy Kobashigawa - 21:46 - |
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Quinta-feira, Junho 23, 2005 Depois de dormir 0 horas no dia anterior... ... na quarta-feira pareceu-me que as coisas ficaram mais caóticas. Na volta pra casa da faculdade, durmi no ônibus. Ao acordar na Praça da Sé, o ônibus não parou no ponto, e as pessoas desciam correndo do ônibus, todas elas, como se fossem tirar seus respectivos pais da forca. Desci por último e caminhava em direção ao outro ônibus que pegaria. O resto dos pedestres corria. Corria muito, com passadas largas, parecia que estavam com pressa, que corriam para tirar a massa do bolo dentro do forno ligado em casa. Como eu não sei cozinhar, não me preocupei, mas estranhei todo mundo ter sido desatento com a mesma coisa ao mesmo tempo. Pois bem, chegando ao ponto do ônibus, havia uma enorme fila à espera do automotor. Depois descobri que a energia tinha caído, e o ônibus elétrico não chegaria tão cedo. Então por que raios o pessoal esperava um ônibus que demoraria pelo menos duas horas? Peguei o metrô e voltei pra casa. Chegando no meu quarto, dormi muito. No dia seguinte, também conhecido como hoje, após repor meu sono fui pra faculdade. E do ônibus, as pessoas desciam rápido. Na praça da Sé, as pessoas continuavam correndo. E o ônibus também não chegava e havia outra fila lá. Ainda bem que o nível de caos voltou à normalidade. Ruy Kobashigawa - 21:36 - |
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Quinta-feira, Junho 16, 2005 Sem violência gratuita Já descobri um jeito de acabar com a violência gratuita. Vou cobrar por ela. Nada de "pedala-robinho", "samba-tevez", peteleco na orelha, chute no traseiro, etc. sem receber algo em troca. Vou começar pela quantia módica de R$119,99 por cada golpe. Sei que as pessoas vão aderir a esse esquema. Principalmente as minorias menores da população: irmãos caçulas, anões, baixinhos, pigmeus e chiuauas. Espero que o movimento se expanda rapidamente. Vejam bem que meu propósito não é ganhar dinheiro com isso, mas direcionar a população para um clima de paz entre seus elementos, e especialmente, acabar com a violência gratuita para com as camadas desprivilegiadas verticalmente. Agora, se sua presença incomodar alguém num boteco e essa pessoa lhe enfiar uma faca entranhas a dentro, eu darei total razão a ela. Não venha querendo cobrá-la por isso e manchar o meu movimento. Ninguém mandou ser desagradável. Ruy Kobashigawa - 17:37 - |
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Domingo, Junho 12, 2005 Puta que o pariu! Numa dessas noites da semana passada em que eu estava fazendo trabalhos pra escola, eu me lembro de ter ouvido que a Dercy Gonçalves fazia 99 anos (hora extra total) e tinha ido no programa do Gilberto Barros pra comemorar. Ai, véi... mas cê assiste esse programa??? Mó programa de dona-de-casa insônoma e frustrada que se diverte com coisas ínfimas como disputa entre artistas e assuntos de importância secundária! - Claro que eu não assisto! Minha tia de terceiro grau me falou quando eu fui à casa dela. - Lógico que não, né? Tava de passagem pela sala e vi meu cachorro assistindo. É verdade! - Vai se fudê e não muda de assunto, deixa eu contar! - Tá bom, admito ser uma dona-de-casa frustrada... Mas já tô tratando o problema da insônia!!! Voltando ao assunto. A Dercy tava lá comemorando com o Gilbertão e essas coisas de programa de auditório de fim de noite. Mas esse fato desencadeou em mim um pensamento sobre a relação da Dercy Gonçalves e esse tipo de programa (ou qualquer outro que tenha a manha de convidá-la). É sabido que o motivo pelo qual os diretores resolvem colocar a Dercy na pauta de seus programas é que ela é velha pra caralho e fala palavrão pra caralho! E todo mundo gosta e dá risada quando ela faz isso. Mas vejam bem como é a sociedade brasileira hoje no Brasil. Há incontáveis lugares em que não é permitido dizer palavrões, e também incontáveis programas de comunicação instatânea e bate-papos em que há filtro de palavras indesejadas. Até no filme do Bátiman o nosso herói pede para o Robin, aquele viadinho, pra "parar com esses xingamento (sic)" e moderar o linguajar. Até um pouco mais distante, a Cartilha do Politicamente Correto, é um exemplo dessa discordância de valores coexistentes na sociedade. Quando eu estiver em algum cargo do legislativo federal (e estiver praticando muito do nepotismo), vou encaminhar um projeto para incorporar todas as "palavras baixas" formalmente e legalmente à linguagem dos brasileiros. Só espero não estabelecer uma rixa com a Dercy por ter lhe tirado sua pautabilidade para programas de auditório. Ruy Kobashigawa - 14:11 - |
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Terça-feira, Junho 07, 2005 Agora é a vez do seu-vizinho Lula diz que cortará a própria carne em apuração de denúncias Mas outra vez??? Ruy Kobashigawa - 22:46 - |
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Quinta-feira, Junho 02, 2005 Dúvida existencial Se faltam explicações, criemos mais perguntas. Quem é extremamente fã de Eric Clapton pode ser chamado de claptonmaníaco? Ruy Kobashigawa - 22:00 - |
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Quarta-feira, Junho 01, 2005 Eu também tenho uma fita com denúncias de corrupção!!! É PTB nos Correios. É PP em Rondônia. É Malufinho em algum lugar do planeta. As notícias sobre comportamentos que faltam com a moral por parte dos políticos do nosso Brasil dominam os grandes jornais e telejornais. E é claro que estamos todos indignados com isso. Indignados porque é uma enorme falta de respeito agir dessa maneira com o povo que os elegeu. E também porque a dinheirama que está sendo usada para financiar campanhas e dar mais regalias aos nossos governantes ao invés de estar sendo aplicado dum jeito que faça desta, uma nação melhor para se viver. Mas o ponto máximo da minha revolta está em um fato: o amadorismo e displicência com que os corruptos vêm desempenhando suas tarefas. Espero que ninguém tenha acreditado que as notícias sobre denúncias de corrupção são tão correntes porque está havendo maior policiamento e fiscalização. Balela, isso. Na verdade o que ocorre é a atuação desatenciosa dos corruptos. Como alguém pode cair no velho truque da câmera escondida ainda, com o João Kléber passando todo dia na televisão??? Acho que anos de total impunidade os deixou muito acomodados. Os grandes corruptores deviam rever o plano de treinamento dos pequenos. Deviam ser construídas escolas (de acesso restrito, lógico) para que esse tipo de problema seja evitado. E NADA DE ACOMODAÇÃO!!!!! É por isso que dizem não ser este um país sério. Ruy Kobashigawa - 08:20 - |
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Sábado, Maio 28, 2005 VEJA o caos! A revista VEJA está querendo criar o caos na sociedade católica apostólica romana petista brasileira. É claro que o governo petista não está merecendo muita credibilidade. E a VEJA nunca foi a maior apoiadora do PT. Mas colocar duas entrevistas seguidas de estudiosos que defendem o racionalismo ateu me espantou bastante. Talvez eles não devam gostar muito do novo papa. Acho que todo pessoal da VEJA devia queimar no lago de fogo de Lúcifer. Onde já se viu??? Falar que Deus não existe??? Bom, não que eu seja um católico fervoroso, nem que eu seja católico. Na verdade sou bem ateu pra ser sincero. Acho que as grandes mídias não deviam divulgar idéias anti-religiosas, principalmente contra o catolicismo. Imaginem se isso pega, daí todo mundo vai começar a questionar tudo e cria-se uma cultura do questionamento e os valores atuais serão colocados em xeque e substituídos por outros. E esses outros, por sua vez, serão também colocados contra a parede, e assim sucessivamente. Até que chegará um momento que haverá mais o que questionar e alguns questionarão a falta do que questionar. Seria o colapso da humanidade questionadora como a conhecemos. Em suma, o caos, no sentido mais aterrorizante da palavra. Mas isso é só um palpite. Além do mais, o que é o caos? Ruy Kobashigawa - 21:33 - |
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Segunda-feira, Maio 09, 2005 Quem não se comunica se trumbica Episódio de hoje - Falta de coerência é que não falta - E aí, tá me ouvindo? - Não! Ruy Kobashigawa - 10:14 - |
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Ordem Caótica Archives 04/2005 05/2005 06/2005 07/2005 Links Frango e polentas Inferno Pudim Radiohead TV UOL Tabloide Blogues Algo em nada! Antes do fim Ay, caramba* Dom Serpa *pra posteridade Fotologues Léo |